A
modelo Pamela Baris Nascimento, 27, que já trabalhou como assistente de
palco em programas de televisão, morreu durante uma lipoaspiração em uma
clínica no Ipiranga (na zona sul de São Paulo).
O caso ocorreu no último dia 19, mas a polícia só foi informada ontem pela manhã.
De
acordo com a investigação, o fígado de Pamela acabou perfurado durante a
cirurgia. Ela perdeu muito sangue, sofreu uma parada
cardiorrespiratória e não resistiu.
O
corpo já havia sido removido para São Francisco do Sul, em Santa
Catarina, onde foi enterrado, quando a polícia soube do ocorrido.
Segundo
Nelson Junior, advogado do hospital Green Hill, onde o procedimento foi
feito, foi opção da família enviar o corpo para a cidade natal e não
comunicar primeiro as autoridades.
Foi a
tia da vítima, Enedida Nascimento, 61, quem decidiu procurar a polícia. A
mãe biológica da modelo morreu quando ela tinha apenas seis anos.
"Ela
chegou andando e saiu morta da clínica. Quando recebemos a notícia,
ficamos revoltados. Eu nem fiquei sabendo que ela faria essa cirurgia,
ela não me disse, pois eu não gostava dessas coisas", contou Enedina.
Agora,
o caso é investigado como homicídio culposo (quando não há a intenção
de matar). A polícia aguarda a exumação do corpo e o resultado de exames
do IML (Instituto Médico Legal).
O
delegado-titular do 17º Distrito Policial (Ipiranga), Evandro Luís de
Melo Lemos, disse que vai pedir uma ordem judicial para ouvir o médico
responsável pela cirurgia, Júlio César Yoshimura.
A polícia também investiga se houve crime de fraude processual, já que não foi avisada sobre a remoção do corpo.
Os
responsáveis pelo hospital Green Hill se reuniram com os familiares da
jovem na noite do próprio dia 19 para informar o ocorrido e oferecer o
apoio necessário.
Pamela,
atualmente, não atuava mais na televisão e cursava biomedicina na FMU.
Já era a terceira lipoaspiração a que ela se submetia.
OUTROS CASOS
Ao menos outras duas brasileiras morreram neste ano após se submeterem a cirurgias estéticas.
Em
fevereiro, a paraense Graciane Carvalho Sampaio, 28, morreu após fazer
lipoaspiração e implante de silicone em uma clínica nos EUA.
Em
janeiro, a defensora pública Maria Luiza Coelho, 48, morreu após passar
por uma cirurgia de lipoaspiração e sustentação dos seios no Hospital
Unimed, em Boa Vista (RR). (ANTONIO VESSANI)
Fonte: Folha de São Paulo/Buriti Top News










0 comentários:
Postar um comentário